Definido para estrear durante Crankworx Whistler, MOTIVE é um filme que mergulha na mente daqueles que carimbam o seu próprio estilo distinto no mountain bike. O que coloca o fogo na barriga desses pilotos e os leva a pedalar do jeito que eles pedalam? Levando até a estreia, cada parte apresentada aqui dá aos fãs um vislumbre do que é, e o que está, para vir.

Motive

Natureza vs Nutrição

Estilo é tudo. Alguns ciclistas possuem um que é tão distinto, que é possível reconhecê-los à distância conforme deslizam sem esforço pelos singletracks. Mas de onde vem este estilo? É algo que vem naturalmente - simplesmente parte de seu DNA, se manisfestando em mega saltos e manobras? Ou é absorvido primordialmente de seu ambiente, onde as árvores por onde navegam são as próprias raízes de seu desenvolvimento? Bem, no mcaso de Matt Hunter e Matty Miles, quando se trata de Natureza vs Nutrição, é um empate. Há o talento natural, nutrido pelo DNA, e então há Kamloops - o crisol que pega este DNA e o jorja com as paisagens um estilo de pedal puro e invejável.

MORO AQUI HÁ QUASE 34 ANOS E AINDA NÃO TENHO IDEIA DE ONDE VEM ESSA MAGIA.

Matt Hunter

É fácil ver por que o Kamloops é o paraíso para os ciclistas. As trilhas são mágicas, as florestas exuberantes, e o clima é tão relaxante que parece ser fictício. Mas também é onde os dois Matts se conheceram, onde eles pedalam e planejam aventuras juntos, formando o cenário de sua longa amizade. E quando o MOTIVE for lançado na Crankworks, poderemos assistir ao seu relacionamento especial com este espaço - um que estão ansiosos para mostrar ao mundo.

“Eu acho que enquanto nos preparávamos para o segmento MOTIVE”, disse Matty Miles, “sabíamos que mostrar às pessoas o que nós costumamos pedalar todos dias seria algo muito orgânico. Então nós apenas pedalamos até a preparação. [Risadas] Mas Kamloops tem muito mais para oferecer do que apenas bikes”, ele continuou. “Tem aquele clima de cidade pequena, tem sempre alguma atividade para fazer ao ar livre - caçar, pescar - sempre uma exploração. Uma hora em qualquer direção, e você terá sempre uma paisagem diferente para ver, e por estarmos na Colúmbia Britânica Central, temos acesso fácil à nossa Província. Saber do potencial e de tudo que tem ao meu redor aqui me mantém inspirado.”

Então eles pedalam pela mítica e mágica Kamloops, e nós colhemos as recompensas com um banquete visual. Aqui não há nenhuma batalha entre Natureza e Nutrição, pode ter certeza. Para os ciclistas que cresceram e foram moldados por Kamloops, é tudo a mesma coisa.

MOTIVE

Os Magos dos Bosques

Boas trilhas lançam feitiços. Elas lhe infectam com seu fluxo, lhe dando uma conexão com a terra que não pode ser quebrada até que você a termine. Pistas, saltos, rock gardens - estes são os estalos dos dedos nesta dança de magia negra, e quando você encontra aquela trilha perfeita, você não tem escolha a não ser se tornar um escravo de seu ritmo. Ou, para dizer de outra forma - é divertido pra caramba. Mas quem lança estes feitiços de trilhas, e de onde vem sua inspiração?
 
A trilha mostrada neste teaser precisou de uma feitiçaria de outro mundo para criar vida. É um trabalho destruidor de costas - trabalhar o terreno, encontrar uma linha que vai funcionar, dividir troncos, martelar, cortar e cavar.  Dia após dias, com pás, serras e suor, os construtores trabalham duro para criar algo que sabem que terá apenas 45-60 segundos de duração. Sentamos com dois verdadeiros mágicos construtores de trilhas - Dylan Dunkerton e Curtis Robinson - para ver como e por que eles fazem o que fazem.

É UM CLICHÊ DIZER ISTO, MAS COMO NÃO SE SENTIR BEM QUANDO TEM UM GRUPO DE AMIGOS SORRINDO DE ORELHA À ORELHA DEPOIS DE UMA VOLTA EM UMA TRILHA QUE VOCÊ FEZ? TODOS NÓS CONHECEMOS ESTE SENTIMENTO, E NUNCA NOS CANSAMOS DELE. AS TRILHAS FORAM FEITAS PARA SEREM COMPARTILHADAS!

Curtis Robinson

P: Vamos pensar nos bosques como uma tela em branco por um segundo - que tipo de coisas vocês observam para definir uma nova linha para uma trilha?

 

Dylan: O aspecto mais importante é medir o esforço versus a recompensa. Algumas linhas são muito naturais e prontas para todas as características, mas na escala em que trabalhamos agora, algumas coisas precisam de um esforço muito maior para serem feitas do que se pode imaginar. Estou sempre procurando por áreas com as melhores paisagens e linhas naturais. É muito fácil acabar com muito mais trabalho do que o imaginado ao começar qualquer trilha. É muito trabalho, e muito difícil. É difícil se manter motivado quando se está movendo montanhas de pedras e madeira... Mas se o trabalho vale a pena, temos que fazer acontecer.

 

Curtis: Geralmente, a localização, nível e estilo são um bom ponto de partida, utilizando os contornos naturais para as devidas aplicações. As ideias tendem a aparecer mais quando você observa ao seu redor para opções ou rotas em potencial.

 

P: Quais elementos criam uma boa trilha, e qual a sua ideia de uma trilha dos sonhos?

 

Curtis: Os elementos principais para mim são: fluxo, boas curvas, com algumas rampas e um pouco de saltos. Minhas trilhas dos sonhos já estão no Coast Gravity Park, tivemos a sorte de criar várias trilhas dos sonhos nos últimos anos. Me sinto mimado.

 

Dylan: A trilha dos sonhos é uma ideia que nunca acaba e está sempre mudando. Eu penso que a trilha dos sonhos geralmente é a última que construímos. Então passa a ser a próxima. Existem tanto elementos que criam uma ótima trilha, o potencial e as opções são infinitos. Essa é a beleza de construir uma trilha - pode ser interpretada e criada de qualquer maneira que você sonhar. É por isso que gostamos tanto, podemos pedalar em qualquer coisa que imaginarmos. O trabalho duro vale a pena.

P: O que você extrai pessoalmente da experiência de construir uma trilha? Como se sente quando vê as pessoas se divertindo nela?

 

Curtis: Eu gosto que você pode adicionar, tirar ou mudar exatamente o que quiser, se souber qual seu objetivo desejado. Você tem uma sensação diferente da de pedalar uma nova trilha que nunca viu - você consegue conhecer a trilha muito bem antes mesmo de subir na bike.

 

Dylan: Eu extraio muito, tanto no lado criativo como na questão de pedalar. Agora com o bike park, isso evoluiu em não só desfrutarmos de nosso trabalho, mas qualquer um pode vir e se divertir nas trilhas.

 

P: Como e quando você aprendeu a construir trilhas?

 

Curtis: Eu fui apresentado à esta habilidade quando tinha 11 anos, através do amigo do meu pai. Ele colocou um rastelo em minhas mãos e disse “Vai” - e eu adorei. Durante o ensino médio, meu irmão mais velho começou a ficar sério com seu trabalho de trilhas e começou a construir linhas progressivas de freeride para os filmes Kranked. Isso foi uma fonte enorme de inspiração para mim, bem como um direcionamento para uma área que eu estava curtindo muito na época.

 

Dylan: Como qualquer criança, eu comecei a construir rampas e pontes no quintal de casa. Meu pai, que era um carpinteiro, me deu uma serra velha e eu parti para cima cortando madeiras e martelando pregos no quintal de casa. E tudo começou a partir daí, e conforme eu cresci, as linhas e os métodos usados para criá-las cresceram também. Com a ajuda do meu pai e de algumas ferramentas cruciais, Curt e eu fomos capazes de construir tudo o que pudéssemos imaginar.

P: Conte-nos um pouco sobre a trilha no filme. Como você a descreveria?

 

Curtis: Construímos algumas coisas desde que a neve derreteu. Uma linha de freeride cheia de elementos que eu e o Dyl pedalamos, e também construímos outra trilha separada de DH e uma trilha de saltos no CGP (Coast Gravity Park). Gostamos muito de pedalar estas linhas, mas continua sendo um bom desafio que nos faz ir além. É muito bom quando uma linha é boa do começo ao fim.

 

Dylan: Cada parte da trilha é diferente, e dependendo do terreno, cada zona tem seus próprios desafios. Com as linhas para este filme, passamos 28 dias seguidos na linha de madeira, com mais de 400 horas de trabalho manual investidas, entre nós e nossos colegas, e mais uma semana na linha de terra.

 

Temos sonhado com skipper pads construídos em cima de tocos ou pedras. Certo dia, estava andando no bosque e encontrei uma pedra perfeita para a trilha - era com isso que eu estava sonhando. E depois de olhar mais para cima, percebi que haviam mais e mais pedras acima. Isso evoluiu e se tornou uma mega construção com três seções com pads e algumas seções rochosas iradas. Linha dos sonhos realizada.

MOTIVE

Finn Iles

Foi como se tivesse vindo de lugar nenhum - este pequeno rapazzinho de 14 anos, ousando desobedecer às regras e demonstrar suas habilidades no Whip Off World Champs em Crankworx, em 2014. Uma campanha, #LetFinnIn, pode tê-lo colocado lá, mas foram anos de prática obsessiva que o viram matar dragões para vencer naquele dia. Lembre-se: ninguém vem de lugar nenhum. Finn Iles não só pegou uma bike naquele dia e disse: "Oh, hey, talvez eu tente isso?" Com Whistler no quintal, e Finn refinando suas habilidades de "ficar de lado" em Crabapple Hits quando tinha apenas 11 anos, bem ... todos não viram isso iria acontecer?

Mas aqui estamos apenas alguns anos mais tarde, e agora Finn está dominando os rankings downhill junior com as palavras "rápido, mais rápido, muito mais rápido" queimado em seu cérebro. Agora, é o sonho de rolar o sucesso de sua temporada de downhill 2016 para a frente, em um clipe ainda mais rápido. Vai ser um ano difícil de vencer, considerando que ele venceu a Copa do Mundo Jr., Jr. World Championships e Whip Off World Champs, mas quando você é jovem e no topo de seu jogo, é claro que você atirar para a lua.

Não é a vontade de tentar vencer todos os outros. Só estou tentando andar o mais rápido que posso.

Finn Iles

De onde vem essa pilotagem? Seu desejo - não para vencer, exatamente, isso é apenas um dos detalhes - para ir tão rápido como suas pernas jovens permitem, como é que ele dispara? Este primeiro "teaser" de MOTIVE vê Finn reunir-se com o Coastal Crew em direção para a Ilha de Vancouver e descobrir. Ele encontrou Curtis Robinson e Dylan Dunkerton pela primeira vez em 2009, quando eram seus treinadores em um acampamento. Desde então, Finn e o Coastal Crew definiram seus próprios estilos de pedalada e foram em diferentes direções, mas para eles, nunca é um mau momento para se juntar e pedalar novamente. Durante dias, a equipe cavou, caminhou, embalou e filmou Finn pedalando as trilhas para coletar imagens e insights para o filme final. Esta edição de um minuto é apenas um vislumbre do que está por vir em agosto.

Vancouver Island é um dos melhores pontos para pedalar em qualquer lugar no Canadá para o treinamento de corrida, por isso foi o lugar perfeito para filmar e passar o tempo. Foi também as trilhas de treinamento de Stevie [Smith], então é um lugar especial para pedalar e filmar.

MOTIVE

Sobre o Filme


  • Motive *, é a colaboração dos talentos de filmagem do Mind Spark Cinema e da potência de filmagem e pedalar dos talentos da Coastal Crew (Curtis Robinson e Dylan Dunkerton). Motive, filmado na América do Norte, será um filme repleto de estilo e progressão de Curtis Robinson, Dylan Dunkerton, Finn Iles, Garret Mechem, Matt Miles e Matt Hunter.


Definido para Premiere Mundial durante Crankworx Whistler na Vila Olímpica na sexta-feira 18 de agosto.