YONDER JOURNAL: IRON PASS

Planadores, cavalos e fat bikes – uau! O Yonder Journal passou quatro dias explorando a grandiosidade das Chilcotins, na Colúmbia Britânica - um dos locais mais buscados por mountain bikers.

Desde nossos primeiros pedais, o fascínio da aventura estava no coração da pedalada. Em nossos dias de juventude, isso significava alcançar as periferias mais afastadas da vizinhança. Nosso mundo parecia pequeno naquela época, mas conforme crescemos, a enormidade da vida também. O que uma vez parecia pequeno e compreensível, aos poucos se tornou intangível e fora de alcance. No entanto, a bicicleta nunca renunciou sua habilidade de cruzar fronteiras, sejam elas físicas ou mentais. Nossos amigos do Yonder Journal compartilham desse sentimento. Eles entendem o valor intríseco da aventura, que é o motivo de os termos despachado para buscá-la e a seguirem por onde quer que os levem. Através de suas viagens, iremos reconectar a essência de pedalar com o coração aventureiro da bicicleta. Volte sempre para acompanhar suas viagens, explorações e descobrimentos.

COLÚMBIA BRITÂNICA

ZONA DESCONHECIDA

Os Chilcotins são uma cadeia espetacular de montanhas no norte da Colúmbia Britânica. Uma área de esplendor natural que contêm uma coleção de dotes físicos que pode ser lida como uma lista de Natal feita por um Jack London de 18 anos de idade; grandes geleiras, lagos de água mineral turquesa, cachoeiras, vales com profundas quedas, alpes expostos e picos afiados e pontiagudos que parecem que estão tentando rasgar o céu. Como um elogio apropriado a esta generosa quantidade de maravilhas geológicas, ursos Grizzly, alces, águias e lobos são apenas alguns dos animais que você poderá se esbarrar em sua viagem pelas Chilcotins.

Como partidos interessados, não fomos os primeiros a notar essa abundância de grandeza. Os nativos têm vivido e explorado a região desde tempos antigos, e há uma antiga rede de trilhas que cruza a região. Ao mesmo tempo que há algumas trilhas que sejam interessantes conferir, elas não foram projetadas para bicicletas. Elas são trilhas do tipo “vamos passar por essa montanha o mais rápido possível”, e tem basicamente muitas retas de subidas e descidas. Mas é sua combinação de beleza natural, predadores, e um esmagamento de pernas, pulmões e espírito que chamou nossa atenção para a área.

Algo para se notar é que a Colúmbia Britânica é terra santa de MTB, e as Chilcotins são especialmente sagradas. Grandes ciclistas viajantes tem sido os responsáveis por detonarem as bem conhecidas trilhas na costa da CB. Ao mesmo tempo que eles dependem seriamente do uso de helicópteros, mulas e tipos específicos de acomodações, nós resolvemos abdicar dessas conveniências modernas e trilhar nosso caminho de forma autossustentável durante quatro noites e quatro dias no território canadense.

Se tem uma coisa que sabemos sobre esse tipo de trilhas, é que quanto mais difícil o acesso a um lugar, mais longe você fica das pessoas, e mais primitiva é a experiência, e é isso que estamos buscando. Escapar. Expandir. Uma chance de voltar ao etéreo, mesmo que apenas um por momento. Para fazer isso nas Chilcotins, precisávamos conseguir um hidroavião para nos levar para dentro da selva. E, por incrível que pareça, James Crowe - Local de Whistler, veterano da Zona Desconhecida e ciclista do Seek and Enjoy, guia das expedições no Iron Pass – é um amigo próximo da família de Dale Douglas. Dale é o dono é operador da Tyax Adventures, um serviço de hidroaviões e acomodações nas Chilcotins. Ele nos levaria até o Taseko Lake, deixar nossos equipamentos, nos desejar boa sorte e nos deixar para fazer o caminho de volta até a base do hidroavião, no Tyax Lodge.

Como não estávamos totalmente seguros sobre a rota que escolhemos, levarmos nossas Fatboys - bikes equivalentes a camelos, mulas, monster trucks, botes infláveis, e pedaláveis em qualquer lugar – era uma escolha óbvia. Nosso conhecimento sobre a área e o Google Earth nos mostraram que o percurso que traçamos era possível, mas não tínhamos detalhes sobre a jornada. No planejamento para essa aventura, seríamos completamente autossuficientes, carregando todo equipamento necessário para nossa jornada de 4-5 dias. Sem mulas, sem locais para deixar nossas coisas e sem xícaras de café nos bastidores. Permita-me postular uma curta série de nossas expectativas em relação à nossa viagem para Colúmbia Britânica. Saiba que esses pontos não são tiros no escuro, mas presunções que fiz baseado em nossas experiências passadas.

● Vai nevar. Todas as outras experiências em Zonas Desconhecidas até agora nos diz que vai nevar. À essa altura, estamos convencido que se fôssemos para Aruba, iria nevar enquanto estivessemos mergulhando nos corais.

● Haverão ursos. Serão ursos pardos, e ursos pardos são predadores alfa. Então é isso que iremos fazer, iremos encher nossos corpos e nossas bikes de comida e então passar pelo território dos ursos. Mas não se preocupe, temos spray de pimenta para ursos, e esse spray tem mais de 60% de chance de impedir um ataque de urso. 60% é ótimo, 60% é a chance que você tem de sobreviver a uma doença terminal, 60% é o tanto de esforço que estou disposto a fazer em qualquer dia.

● Nós levaremos um hidroavião até nosso ponto de início, no estilo de inserção tática, soa legal, não é? Porque é legal. Visivelmente também nos lembra da cena inicial do filme Predador (Ver CB Chilcotins #2).

● COM FRIO/MOLHADOS/CANSADOS, o temível trio das viagens selvagens; sem dúvidas iremos nos deparar com cada um desses inimigos, e provavelmente seremos colocados contra os três de uma vez.

Com o outono já derramando suas chuvas torrenciais na área, estamos esperando por chuva, neve, frio e desconforto, mas qual a novidade nisso? Estamos chamando essa rota de Zona Desconhecida: Iron Pass, e só esperamos evitar virarmos comida de urso. Fomos atacados por um urso pardo? Vimos um pouco de neve? Andamos pelos céus em um hidroavião de 60 anos? Fomos sujeitos ao temível trio das viagens selvagens? A história completa está no Yonder Journal, para obter essas respostas e muitas outras informações vá até lá e descubra você mesmo.